Brasil Energia | Ed. 471 - Outubro, 2021

32 Brasil Energia , nº 471, 5 de outubro de 2021 PETRÓLEO quisa e cobrarem por esse trabalho. “Eu acredito que essas empresas juniores vão começar a crescer, se tornando rentáveis e podendo até mesmo se transformarem em algo parecido com os consórcios nor- te-americanos. Com isso, teremos uma integração completa entre o que a indús- tria merece e o que a pesquisa acadêmi- ca pode fazer”, completou Miguel. “Investir em universidade, em pes- quisa, é uma parceria ganha-ganha. Ga- nha a universidade, que consegue ban- car os equipamentos necessários para os projetos e remunerar seus alunos pa- ra fazer ciência; ganham as operadoras, com o aumento da produção, de fatura- mento e, consequentemente, de lucro; e o ganha o governo, com os royalties”, sintetiza o professor Marcos. Para Anabal, é necessária uma mu- dança estrutural na regulação, permitin- do que uma parte dos recursos de P,D&I sejam alocados no onshore, uma vez que as empresas que possuem Partici- pação Especial estão, em sua maioria, no offshore e no Sudeste do país, sen- do natural que esses investimentos se- jam direcionados para projetos nas mes- mas regiões. “Existe um PL [Projeto de Lei n° 5066, de 2020] que tramita no Senado que tenta promover uma melhor distri- buição desses recursos. Acredito que o Brasil vai precisar ter essa discussão pa- ra que encontre uma fórmula de fun- ding desses projetos. Temos que des- cobrir uma forma de ampliar os esfor- ços em financiamento de projetos de P,D&I no onshore. A gente tem recurso mas acaba não fazendo nada. Precisa- mos de diretrizes para esses fundos de pesquisa”, finaliza Anabal. n

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