Brasil Energia | Ed. 472 - Dezembro, 2021

Brasil Energia , nº 472, 6 de dezembro de 2021 25 Depois de um cenário mundial crítico, pautado por baixas nas frotas de barcos e nas equipes por conta da crise do preço do barril, além da consequente queda das cam- panhas das petroleiras, o setor volta a res- pirar mais aliviado apoiado, sobretudo, pela agilização dos processos de contratações e desenvolvimento dos megaprojetos de Bú- zios, Mero e Tupi. Enquanto Austrália, Noruega, Golfo do México, Oeste da África e alguns lugares do Extremo Oriente dão sinais ainda tími- dos de retomar suas primeiras licitações de maior porte de subsea, a Petrobras traba- lha em ritmo frenético, liberando um bid atrás do outro, sem deixar espaço para que as empresas de serviço consigam respirar ou até mesmo montar cronogramas de tra- balho mais integrados. A lista de projetos de SURF por contratar licitar é grande, en- volvendo pelo menos 14 sistemas subma- rinos de grande e médio portes nas bacias de Santos, Sergipe e Campos, sem contar com os projetos das IOCs. Além do sistema de Búzios 8, cuja lici- tação foi lançada em julho, tendo entre- ga de propostas marcada para o início de 2022, a Petrobras lançou, recentemente, os bid para os sistema subsea de Mero 4 e Mero Fator de Recuperação (FR), tendo ainda no radar os projetos de Búzios 9, Búzios 10, Búzios 11, Búzios 12, TIPT Bú- zios 1, 2, 3 e 4, TIPT de Berbigão, Sergipe Águas Profundas, Hisep de Mero e ainda o Integrado do Parque das Baleias, cujo FP- SO acaba de ser afretado da Yinson. A expectativa é de que, até o fim do ano, a Petrobras libere o edital do Hisep de Mero. Já para 2022, é esperado o lançamento da licitação para contratação do SURF do Inte- grado do Parque das Baleias e do Sistema de Sergipe Águas Profundas. Também é aguardada a megalicitação pa- ra contratação de SURF do 9º módulo de Bú- zios, que tem entrada em operação prevista para 2026 e será explotado pela P-80, FPSO em processo de licitação pela Petrobras. Afora os bids por vir, a Petrobras tem engatilhado dois contratos por fechar, oriundos das licitações de SURF para o 7º módulo de Búzios (Búzios 6), em processo de negociação final com o grupo Technip- FMC, e para Tupi, voltado à campanha de substituição de parte dos risers flexíveis do campo por linhas rígidas, que está sendo discutido com a McDermott. No final de novembro, a petroleira bra- sileira acertou a contratação da Saipem pa- ra execução da campanha do 6º módulo do campo de Búzios (Búzios 7), sistema que entrará em operação em 2024, com FPSO Almirante Tamandaré. O contrato entre as duas companhias foi firmado por cerca de US$ 940 milhões. O aquecimento do segmento de SURF no Brasil vem a reboque do boom do mercado de FPSOs, que, após um longo período de baixa, vive seu melhor momento de enco- mendas em função, principalmente, da de- manda da Petrobras por unidades gigantes para o cluster. Depois de contratar, recente- mente, a P-78, P-79, ambas para Búzios, e o FPSO Alexandre Gusmão, que será aloca- do a Mero, a petroleira prepara a contrata- ção nos próximos meses da P-80, do FPSO de Sergipe Águas Profundas, além das de-

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