Brasil Energia | Ed. 472 - Dezembro, 2021

34 Brasil Energia , nº 472, 6 de dezembro de 2021 ENTREVISTA ANTONIO GUIMARÃES zer, vamos tomar a decisão sobre qual será o pla- no de desenvolvimento, a partir dos dados trazidos pelo poço e por Baúna. O ativo de Baúna passa a ser uma alternativa para desenvolver Neon. Então, a Karoon vai decidir quanto a exercer a opção de reter a sonda da Maersk para per- furar um poço em Neon de fato? Não, eu tenho uma janela para exercer essa opção. Ainda não batemos o martelo. Quere- mos terminar os estudos dentro da oportuni- dade que temos de exercer essa opção e aí de- cidir se queremos fazer o poço ou não, dentro da janela que temos. Essa janela seria 2023, certo? Sim, seria 2023, na sequência depois da in- tervenção de Baúna, que começará em 2022, e da perfuração de Patola. Se a gente decidir fa- zer esse poço em Neon, seria feito depois de ter- minar Patola. Vamos definir essa questão em al- gum momento, até meados de 2022. Temos um conjunto de informações novas que nos obriga a reavaliar aquele plano de desenvolvimento. Pode ser um FPSO ou pode não ser um FPSO. Hoje, es- tamos analisando as opções de desenvolvimento de Neon, tendo em vista o projeto de Baúna. Mas as opções projetadas até então pre- viam um FPSO em Neon e tie-back em Goiá, caso o prospecto se confirmasse viável. Sim, mas isso até antes de a gente adqui- rir Baúna. A Karoon considera a possibilidade de fazer tie-back de Neon e Goiá a Baúna? É uma possibilidade. Vamos ter que estudar essa opção. Não estou dizendo nemque simnem que não. O que estou dizendo é que temos que analisar a opção de FPSO e de tie-back e aqui- lo que for mais econômico, logicamente, será a nossa decisão. Temos capacidade em Baúna ho- je, dependendo do tamanho efetivo do projeto. Qual a expectativa de produção para o pro- jeto de Baúna, a partir da campanha de inter- venção/perfuração em Baúna e Patola? Produzimos hoje 14 mil barris/dia em Baú- na e, a partir da intervenção em Patola, nossa meta é chegar no começo de 2023 produzin- do mais de 30 mil barris/dia. Existe a apreensão de que o cenário de tran- sição energética possa dificultar a obtenção de financiamento para petroleiras de médio porte no curto e médio prazos? Entendo que é inexorável que haja uma discussão sobre transição energética, e aí ca- da instituição terá os seus critérios. Passa- mos por isso agora, quando fechamos esse primeiro financiamento. Entendemos que as oportunidades serão analisadas caso a caso. Lógico que pode haver um aumento do ní- vel de demanda, mas a necessidade de con- tinuidade de produção de energia vai entrar no balanço. É claro que as empresas terão que comprovar que adotam decisões respon- sáveis como operadoras para ter acesso a fi- nanciamentos e, aí, nós da Karoon tomamos a decisão correta desde cedo nesse sentido. As empresas todas terão que fazer seus de- veres de casa para poder se qualificar para receber financiamento. Estamos muito bem posicionados, conseguimos fechar nosso fi- nanciamento e vamos continuar trabalhando como empresa responsável. n

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