Brasil Energia | Ed. 472 - Dezembro, 2021
Brasil Energia , nº 472, 6 de dezembro de 2021 71 o que eleva o peso e o preço do ônibus. O quadro, como lembra Fernando Pon- tual Castelão, diretor geral da Divisão de Baterias de Lítio e dos Negócios de Logís- tica e Transportes da Moura, já foi pior. No mesmo evento do Gesel/UFRJ, o executivo apresentou projeções segundo as quais em 2030 o custo da bateria deve ficar em torno de US$ 50/kWh, contra os atuais US$ 100/kWh – “será difícil a com- petição com a combustão a partir daí”. Em 2010, o custo já foi de US$ 1.200/kWh. Para que o avanço aconteça, também é necessário uma forcinha regulatória. Cris- tina Albuquerque, gerente de mobilidade urbana da WRI Brasil, afirma que o Brasil precisaria seguir o mesmo caminho de in- centivos fiscais adotado por Chile e Colôm- bia para o segmento deslanchar. E aí várias alternativas poderiam ser ado- tadas, a começar pelo regime de ex-tarifá- rios, para reduzir o imposto de importação de componentes de ônibus elétricos oumes- mo do veículo completo. D’Agosto comple- menta que as prefeituras precisariam pensar em vida útil econômica mais longa para os ônibus elétricos, a fim de que as garagens possam recuperar investimentos. Ele ressalta que há pouco tempo acredi- tava-se que a eletrificação seria mais fácil, mas hoje, o que se percebe é que o proces- so é mais ágil no segmento de transporte de cargas, especialmente de veículos urba- nos de carga (VUCs), modelos que podem circular em centros urbanos, sem as restri- ções de modelos de maior porte. Tais veículos percorrem distâncias menores e não têm os entraves regula- Cristina Albuquerque, da WRI Brasil: Brasil precisa seguir os exemplos do Chile e da Colômbia Francisco Scroffa, da Enel X no Brasil: empresas de ônibus podem se tornar grandes consumidoras de energia Márcio D’Agosto, professor da Coppe- UFRJ: necessidade de investimentos muito elevados é o grande obstáculo
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