Brasil Energia | Ed. 473 - Fevereiro, 2022
Brasil Energia , nº 473, 1 de fevereiro de 2022 103 tecnologia 5G, traz reduções enormes de perdas – com ela, é possível saber em tempo real o estado do equipamento e, assim, poder programar os momentos exatos para as paradas e manutenções. Tal monitoramento detalhado não re- duz o consumo, mas elimina prejuízos. Bertoldo, que trabalha com projetos de eletrificação e atualização de empre- sas dos setores de mineração e metais, diz que o Brasil está firmemente cami- nhando para aumentar a penetração da energia elétrica no setor produtivo. Se- gundo o executivo, o crescimento das atividades da ABB na eletrificação gre- enfield ou retrofit de antigas plantas tem sido de dois dígitos nos últimos dois a três anos. Este avanço também tem sido registrado em outras áreas nas quais a ABB atua, como a do setor quí- mico, de alimentação e bebidas, além dos data centers. A WEG, outra fornecedora de equi- pamentos elétricos que participa des- ta onda de eletrificação como fornece- dora de soluções, registrou no tercei- ro trimestre deste ano um aumento de 23,8% no faturamento na área de ne- gócio de eletroeletrônicos industriais, na comparação com o mesmo trimes- tre do ano passado. Segundo o relatório da empresa, os equipamentos de ciclo longo – que incluem motores de média tensão e painéis de automação – foram demandados pelos segmentos de pe- tróleo e gás, mineração e saneamento. Segmentos da área de infraestrutura, como de saneamento básico e de por- tos, também estão na busca de maior eficiência por meio de investimentos na eletrificação de suas operações. “Há alguns anos tínhamos que ofe- recer as soluções, hoje são os clientes que nos procuram”, exemplifica Sérgio Jacobsen, vice-presidente da área Smart Infrastructure da Siemens, que também identifica uma demanda pelos equipa- mentos da gigante alemã pelos setores químico e de mineração. Jacobsen explica que a busca pela eficiência vem da própria característi- ca da energia elétrica em comparação com energia gerada por motores movi- Afonso Sartori, da EY: “Por meio da eletrificação é possível acessar energia mais limpa ou renovável, além de vários ganhos de eficiência” Sérgio Jacobsen, da Siemens: “Nos últimos anos temos visto um crescimento exponencial”
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