Brasil Energia | Ed. 474 - Abril, 2022
106 Brasil Energia , nº 474, 13 de abril de 2022 MOBILIDADE ro elétrico”, diz Davi Bertoncello, CEO da empresa. A parceria também irá complementar e integrar o portfólio da Raízen em mobili- dade elétrica, que inclui o fornecimento de energia renovável e soluções de abasteci- mento elétrico para frotas de empresas, e o desenvolvimento de uma ampla rede de recarga rápida através do programa Shell Recharge, anunciado em no fim de 2021. “Acreditamos muito no crescimen- to e na plataforma da Tupinambá, es- pecialmente pelo foco na usabilidade e experiência do cliente ao oferecer so- luções mais limpas de energia”, afir- ma Frederico Saliba, Vice-Presidente de Energia e Renováveis da Raízen. Em janeiro, a Neoenergia firmou um contrato com a Weg e utilizará exclusi- vamente as estações de recarga da fa- bricante brasileira para as suas soluções de mobilidade elétrica. As estações de recarga para veículos elétricos oferecidos na parceria são da li- nha Wemob (Weg Electric Mobility), de- senvolvidos e fabricados no país. Todos os modelos possuem medição de ener- gia e são inteligentes, com protocolo de comunicação aberto, conexão à internet e a plataformas de gestão de recarga. “Queremos não só avançar na nossa estratégia de tornar a mobilidade elétri- ca uma realidade no Brasil, como tam- bém atender de forma estrutural toda a cadeia necessária para a viabilização dos veículos elétricos”, explica Manfred Pe- ter Johann, Diretor Superintendente da Weg Automação. A Neoenergia, aliás, também inves- te na ampliação da infraestrutura de re- carga. A companhia implantou o Corre- dor Verde, eletrovia com mais de 1.100 quilômetros de extensão entre a Bahia e o Rio Grande do Norte, com 18 pontos de recarga para veículos elétricos, sen- do doze ao longo das rodovias e seis em shoppings localizados em Salvador, Re- cife e Natal. O projeto faz parte do pro- grama de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) regulado pela Aneel. Freio inoportuno Todo esse ecossistema deve movi- mentar no Brasil muitos bilhões de re- ais, mas continua à espera de uma re- gulamentação que ainda não aconte- ceu. Como sempre, a tecnologia corre na frente dos reguladores, que tentam entender e buscar equilíbrios entre no- vos mercados e interesses da socieda- de. Mas, naturalmente, o avanço do mercado precisa de alicerces legais que garantam a sustentabilidade de investi- mentos e projetos. A Leggio Consultoria realizou um es- tudo para entender como este mercado vai evoluir nos próximos 20 anos. Foram traçados três cenários de acordo com a velocidade de crescimento da categoria de veículos elétricos: um mais agressivo, um neutro e outro menos agressivo. Caso o mercado brasileiro adote um ritmo mais lento, 0,45% das vendas de novas unidades serão de veículos elé- tricos e 4,05%, de híbridos, somando 4,5% de ambas as categorias, em 2030.
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