Brasil Energia | Ed. 474 - Abril, 2022
Brasil Energia , nº 474, 13 de abril de 2022 135 ter dúvidas de que a privatização trará ganhos enormes de eficiência para Fur- nas e para toda a Eletrobras. “O mercado não é panaceia, mas é o maior alocador de riquezas, desde que bem regulado. A capacidade de in- vestimentos [da Eletrobras] vai para a estratosfera”, afirma. Com base na sua experiência na Celpe, Tavares afirma que “a lógica estatal é a lógica dos gru- pos políticos que se apoderam dela”. O especialista usa como exemplo dos ganhos quando essa lógica é revertida o caso da Eletrosul Geração (Gerasul), única empresa do grupo Eletrobras que chegou a ser privatizada na época que o projeto era vender a holding dividida por empresas regionais (governo Fer- nando Henrique Cardoso – 1995-2002). A Gerasul foi vendida para a Tracte- bel, depois Engie Brasil, em setembro de 1998 por R$ 947 milhões (50,01% das ações). Tinha 3,719 MW de capa- cidade instalada e mais as UHEs Ma- chadinho (1.140 MW) e Itá (1.450 MW) em construção. Segundo o site www.fundamentus. com.br , o valor de mercado da Engie, que detém cerca de 6% da capacida- de instalada de geração do Brasil (apro- ximadamente 10 mil MW), era de 33,5 bilhões, com base nos dados do balan- ço de 31 de dezembro de 2021. Já a Eletrobras, dona de mais de 30% da geração e de 45% da trans- missão brasileira valia R$ 53,5 bilhões com base no balanço de 30/09/2021, último divulgado. Ou seja, uma fatia pequena da Eletrobras que foi priva- tizada há menos de 25 anos hoje va- le quase 63% da holding. “Estes nú- meros resumem tudo”, disse Tavares. Parque gerador de Furnas tem mais de 18 mil MW*
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