Brasil Energia | Ed. 478 - Dezembro, 2022
14 Brasil Energia , nº 478, 1 de dezembro de 2022 EÓLICA nas está com baixa oferta. Quanto mais tempo demorarmos para dar o primeiro passo, maior vai ser o impacto no nos- so mercado”, disse Fernanda durante a Brazil Windpower. Compartilha da mesma opinião Diogo Nóbrega, o diretor da Copenha- gen Offshore Partners (COP) no Brasil, o maior fundo estruturador do mundo de projetos eólicos offshore que tam- bém está por trás de quatro projetos em licenciamento no Ibama, com to- tal de 7,2 GW, e responsável por mais de 3 GW de projetos em operação no mundo e mais 20 GW em desenvolvi- mento no mundo. “Se essas leis para eólica offshore no Brasil demorarem mais dois anos para ficarem prontas, nós vamos perder a ja- nela de investimentos e o País ficará pa- ra trás nessa indústria, cuja competição é global”, disse Nóbrega. Para ele, o rit- mo dado pelo decreto, que pode tornar viável leilão já em 2023, pode atender a pressa para os investimentos. Segundo Nóbrega, o problema já ocorre de início com os fabricantes de turbinas, cadeia muito limitada, prin- cipalmente entre os poucos capazes de produzir aerogeradores de gran- de porte, para offshore. “Eles já es- tão com o pipeline quase lotado, pa- ra começar a entregar em 2030, por- tanto está mais do que na hora de os projetos começarem a sair do pa- pel”, afirma. A COP, braço para pro- jetos offshore da Copenhagen Infras- tructure Partners (CIP), tem aproxima- damente US$ 29 bilhões sob sua ges- tão e meta de investir US$ 130 bilhões até 2030 em projetos eólicos offshore no mundo. Parte desses recursos está pronta para ser aplicada no Brasil, de acordo com o diretor da filial local. n
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=