Brasil Energia | Ed. 479 - Fevereiro, 2023

32 Brasil Energia , nº 479, 10 de fevereiro de 2023 EÓLICA até a instalação das turbinas, de fun- dações, subestações submersas e os cabos elétricos. Nesse período de dez anos, revela Hiller, já foram instala- das mais de 30 subestações de grande porte, feitas mais de mil fundações e instalados mais de 1000 km de cabos para conectar os aproximados 10 GW em turbinas. Para suportar a operação, a Seaway7 conta com frota de 12 embarcações de- dicadas às necessidades de implantação dos parques eólicos, sendo duas delas, muito modernas, em estágio final de montagem. São navios para instalação de turbina e fundação, lançamento de cabo, de transporte de fundação. Alia- do a esse aparato, a empresa une seu know-how de gestão de projetos de grande risco, de engenharia submarino e logística internacional. Entre os dois barcos com planeja- mento de ficarem prontos neste ano, está o chamado jackup (jaqueta auto- elevável), utilizado para instalação dos aerogeradores e com poucas unidades no mundo, altamente disputáveis nos projetos. Não à toa, segundo a geren- te-sênior de desenvolvimento de ne- gócios para transição energética da Subsea7 no Brasil, Robertha Marques, essa embarcação, assim como a outra voltada para instalação de fundações em construção, sairá do estaleiro em 2023 já contratada para vários proje- tos no mundo. A vantagem desses barcos jackups é sua função autoelevável, que permi- te que ele se eleve acima das ondas durante o período de instalação das turbinas. “Ele se isola das condições de tempo no alto-mar, permitindo o trabalho em condições temporais ad- versas”, completa Hiller. Bom acres- centar que a carteira atual de pedidos de projetos da Seaway7 está na casa do US$ 1 bilhão. Outra preocupação nas embarca- ções apropriadas para o mercado eó- lico offshore, caso dos modelos para fundações e instalação de pás e das turbinas, é poder operar de forma se- riada, como se fosse uma planta in- dustrial offshore. “O mercado eólico offshore é sempre acima de 100, ou seja, a mais de 100 km e com mais de 100 unidades para transportar e insta- lar”, finaliza Hiller. Essa alta especialização para as mon- tagens, com navios com muita tecnolo- gia embarcada, aliás, não é dominada por número suficiente de empresas no mundo para manter a balança de oferta e demanda equilibrada. Com 50 GW de projetos hoje no mundo, e mais vários outros no pipe- line para médio e longo prazo, a esti- mativa média é a de que não há aero- geradores e nem embarcações disponí- veis até 2027. O aviso de vários agen- tes do setor, portanto, é claro: já está na hora de o Brasil começar a estrutu- rar seus projetos, sob risco de perder investimentos para outros países e de atrasado, ficar sem atendimento na ca- deia global de fornecedores. n

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