Brasil Energia | Ed. 479 - Fevereiro, 2023
Brasil Energia , nº 479, 10 de fevereiro de 2023 39 Para o presidente do conselho de ad- ministração da CCEE, Rui Altieri, o co- mercializador varejista visa principal- mente ser uma rede de apoio para os consumidores menores, que não têm familiaridade com o setor. “E assegurar que os portfólios de contratos e os ris- cos inerentes à comercialização de ener- gia estejam bem geridos”, disse. Bom ressaltar, porém, que apesar das limitações atuais de demanda mínima de 500 kW, isso não significa que não exis- tam empresas desse porte no ACL. Na verdade, segundo a CCEE, 50% do total das 30.460 unidades consumidoras que contratam energia no mercado livre, ou 15.365, têm demanda contratada infe- rior a 0,5 MW. Isso porque 17.630 uni- dades consumidores migraram em regi- me de comunhão, de fato ou de direito, reunindo cargas sob mesmo CNPJ. Para Altieri, embora a previsão seja a de que a adesão ao ACL não seja total, dentro dos 90 milhões de unidades con- sumidoras do país, o varejista vai atender a alta tensão de pequeno e médio porte e os consumidores da baixa tensão, sem familiaridade com a dinâmica do com- plexo mercado de energia. “A operação oferece riscos, como qualquer livre nego- ciação, e não faria sentido abrir o merca- do sem as mínimas garantias de vanta- gens para quem tiver interesse em parti- cipar deste ambiente”, explicou. Prontos para o crescimento A primeira comercializadora livre do país, a Tradener, já se considera prepa- rada para a abertura do mercado, so- bretudo para a primeira nova leva de entrantes, da alta tensão, em 2024, pú- blico que deve atender como varejista. “Estamos preparados com energia, ga- rantia de fornecimento, seguro e todos os outros tipos de serviços que o cliente queira, desde a migração até o planeja- Pequenas e médias empresas devem migrar para o ACL a partir de 2024
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