Brasil Energia | Ed. 480 - Abril, 2023

Brasil Energia , nº 480, 17 de abril de 2023 93 Já Mariana Mattos, professora titu- lar da Escola de Química da UFRJ e co- ordenadora do Laboratório de Tecno- logias do Hidrogênio da universidade diz que “aqui falta incentivo do gover- no a veículos elétricos, e falta incentivo e política de estado para o H2. O Pla- no Nacional de Hidrogênio está atrasa- do, foram lançadas as diretrizes, mas o plano ainda não foi lançado, não fo- ram estabelecidas metas, ao contrário de outros países, como o Chile, que já lançou o seu programa de H 2 com me- tas bem ambiciosas”. Ela lembra que no final do ano pas- sado o Ministério da Ciência, Tecno- logia e Inovação lançou alguns editais em H 2 , com iniciativas ainda tímidas. E no caso de veículos a H 2 V, é preciso investir em infraestrutura de abasteci- mento. “A tecnologia de reforma de etanol já existe, falta aumentar a es- cala e torná-la comercial. Falta inves- timento em tecnologias de produção de hidrogênio, seja em eletrolisadores ou reformadores de etanol e outros oxigenados derivados de biomassa. É preciso dar continuidade às políticas públicas de incentivo ao H 2 , como foi o ProH2”. O Programa de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Economia do Hidrogê- nio (ProH 2 ), lançado em 2002, pelo Mi- nistério de Ciência e Tecnologia, pro- moveu a formação de redes cooperati- vas de P&D abrangendo universidades e institutos de pesquisa, visando a im- plantação de projetos de demonstra- ção de diferentes tecnologias de pro- dução de hidrogênio e sistemas de cé- lulas a combustível. Otimista, Mônica, da SAE Brasil, ob- serva que nações com recursos naturais excepcionais “têm potencial para pro- duzir hidrogênio verde ao menor custo. O Brasil, por exemplo, opera pro- jetos eólicos onshore com alguns dos Henry Joseph Jr, diretor técnico da Anfavea: regulamentações internas claras sobre o papel de cada segmento da sociedade André Gasparotti, presidente da SAE Brasil: hidrogênio verde é uma das fontes mais promissoras para todos os modais no longo prazo Mônica Panik, mentora de H 2 da SAE Brasil: desafio é implementar o ambiente regulatório e a infraestrutura necessária Adas, conselheiro em Tecnologia e Transição Energética e para Tecnologia e Inovação da SAE Brasil: primeiro é preciso melhorar a descarbonização da frota antiga

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